
Depois de um desafio, como classificou o norrin, tão off, porque não acabar da mesma forma? Reconheço que este não me correu tão bem, é verdade. Vivo demasiado sozinho, para incluir mais pessoas nas fotos de carinho, não tenho tempo nem paciência para andar à procura de sem-abrigos para as fotos da fome, não tenho ninguém especial para a fotografia da relação perfeita, nem sequer amigos que estejam cá durante a semana e, francamente, não faço a menor ideia do que salva o mundo. Piqueniques, provavelmente. Ou o Boris Vian, ou a Sylvia Plath, ou o Charles Bukowski, ou o Rimbaud, ou o Yeats, ou o Herberto Helder, ou o William S. Burroughs, ou o E.E. Cummings, ou o Pessoa, ou o Nuno Júdice, sei lá... todos juntos, sentados numa, ou perto de uma, toalha de piquenique, era o ideal.
Lamento o facto deste desafio ter sido tão ao lado, foi a única coisa que consegui fazer, por mais abstracto que tenha sido o resultado.
Lamento o facto deste desafio ter sido tão ao lado, foi a única coisa que consegui fazer, por mais abstracto que tenha sido o resultado.

